domingo, 8 de julho de 2007

ENTREVISTA HELL BASS (Andre Rudge - Soulriver)

Sem duvida nenhuma que uma das grandes revelações do heavy metal brasileiro para o mundo, é Andre Rudge ou Devil Decko [baixista dos Soulriver].
Numa entrevista exclusiva o músico revela segredos da sua impressionante carreira, que promete muito no mundo do heavy metal, performances de palco e técnica incrível para tocar um contra baixo de 6 cordas.


Metal Morfose: Bem-vindo há inauguração da secção “Hell Bass”do site Metal Morfose!

Andre Rudge: Agradeço o convite, é uma honra ser o primeiro convidado, do Hell Bass.

M M: Conta a tua trajectória musical como baixista até aos dias de hoje?

Andre Rudge: O primeiro contacto com o baixo foi em 96 em Lehre, uma vila perto de Braunschweig, na Alemanha. Foi após um concerto de uma banda local que alguns músicos, como o baterista Felix Drexler se juntaram e começaram a fazer uma jam (até lá eu tocava violão erudito desde os 13 anos) tinha um Fender (não me lembro do modelo) foi algo de primeira ao pegar no baixo, saiu uma sintonia entre mim e o instrumento, a improvisação foi muito boa, um unsweird-blues-metal.

M M: Fãs e também especialistas da media em geral que viram concertos dos Soulriver elogiaram e comentaram a tua performance como um animal de palco! De onde sai tanta energia?

Andre Rudge: Metade do coração e outra metade do público.

M M: Tocas um instrumento não muito comum no mundo do heavy metal, um contra baixo de 6 cordas. Porquê a escolha?

Andre Rudge: Para ser sincero o contra baixo de 6 cordas é recente na minha história como músico. Em 96 comecei com um baixo de 4 cordas a tocar (co-fundador) nos Syndicate Harm (que existe paralelamente até hoje), o ritmo é um Hard Core inspirado em Pro-Pain e Sick Of It All. Confesso que a minha cabeça era um pouco fechada em relação a baixos com mais de 4 cordas e adorava ver os Tolerância Zero, pois o baixista usava apenas duas cordas, ia ao delírio com aquilo! Realmente o baixo de 4 cordas servia-me perfeitamente. Comecei com um Dolphin velhinho usado e com um som de plástico. Depois de trabalhar e suar comprei um Ibanez SR800 japonês com presença, timbre, acção e potente, o qual por vezes uso com afinação Drop D. O som é realmente de fazer medo.
Em 2005, quando entrei para os Soulriver, ouvi a música “redeemer” e o peso da “universe” do Andreas Igorrre ficou bem claro: "Não vai haver solução, vou ter que entrar no esquema", pensei. Se vou necessitar de 5 cordas, porque não tentar 6 cordas? Arranjei um Ibanez SR406, que apesar do som não ser comparado ao SR800, tem uma boa acção e equalização versátil. Tenho vindo a testar outros baixos de 6 cordas e procuro incessantemente um SR886, se alguém tiver um que me avise. ;-)
O baixo de 6 cordas é muito bom para explorar em composição pelo facto de ter 5 oitavas, dá para fazer tapping e arranjos de música erudita com a vantagem de não ficar a fazer harmónico artificial para atingir uma oitava acima como no baixo de 4 cordas. Já arranjei algumas músicas de Bach e Paganini e ficaram muito boas (agora estou a trabalhar na Capricho 24). Dá trabalho para manter o som limpo, mas a sensação de executar essas obras fenomenais compensa o estudo e aplicação.

M M: Qual equipamento que usas nos concertos?

Andre Rudge: Se a sala de espectáculos oferecer uma boa amplificação levo apenas a pedaleira, caso contrário dependendo do concerto levo o amplificador Hartke HA3500 mais os falantes 410TP e 115TP. Também uso um Hartke A70 para o estudo.
Em relação a efeitos, comecei com um SE-70 da Boss (que me chega até hoje), depois passei por uma Digitech RP10, usei um BP-80, o qual não me agradou muito. Não sei porquê, mas os efeitos para guitarra são muito mais ricos do que para o baixo, sem falar na distorção. Actualmente uso uma Zoom G7.

M M: Quais os baixistas que influenciaram a tua carreira?

Andre Rudge: Sem querer tenho dois níveis de influência: David Ellefson (ex-Megadeth), Cliff Burton (R.I.P. Metallica) e Geddy Lee. De facto só percebi que tinha influências deles após alguns anos a tocar.
De propósito o Craig Ahead (Sick of it All), Evan Seinfeld (Biohazard), Gary Meskil (Pro-Pain), John Onder (que tocou com o Joey Tafolla no álbum Infra Blue). Devo confessar que sou extremamente influenciado por guitarristas como Marty Friedman, Diamond Darrel, Greg Howe, Dave Mustaine, Satriani, Vai, etc. Acho importante absorver influências de outros instrumentos.

M M: Nos Soulriver os dois guitarristas Andreas Igoorr e Franz Souza tocam guitarras de 7 Cordas, também são instrumentos nada comuns no heavy metal mundial. Como é a interacção musical contigo no o baixo de 6 cordas as guitarras de 7 e a voz Andherson Nemer?

Andre Rudge: Particularmente quando toco tento ser a ponte entre tudo o que está no palco: voz, guitarra e bateria e espero que os meus amigos da banda estejam felizes com o meu trabalho, pois do meu ponto de vista esta interacção entre os instrumentos é feita de modo próprio e ajuda a fortalecer a personalidade dos Soulriver com linhas de baixo marcantes.

M M - A Demo ensaio “Enter the River” obteve uma repercussão incrível por parte do público brasileiro e mais recente de Portugal o que achas disto?

Andre Rudge: Eu vejo isso como resultado de trabalho e empenho unidos à criatividade e talento. Neste ponto gostaria de tecer um elogio aos meus amigos dos Soulriver porque tem sido honroso poder elevar a minha musicalidade com pessoas tão talentosas e em constante evolução, sem falar na amizade. O publico brasileiro é muito gentil e louco, estamos felizes com os resultados mas queremos mais, em relação a Portugal a musica dos Soulriver está à dois meses a ser tocada no Metal Morfose. Queremos tocar ao vivo para os nossos compatriotas. Será uma honra!

M M: Como estão os preparativos para o lançamento o primeiro álbum?

Andre Rudge: Os trabalhos do novo CD estão sinceramente a valer o esforço. O “The Dark Path of the Fallen Souls” vai trazer 8 músicas com conteúdo de alto cariz mitológico sobre as lendas do Guardião e do Rio das Almas, como as músicas The Soulriver e Fallen Souls e outras que tocam o âmago das nossas almas e de questões existenciais. The Sign Of The Spawn é uma música em homenagem ao personagem criado por Todd Mc Farlane e faz uma leitura diferente e peculiar de céu, inferno, terra, amor, ódio e sofrimento. Ao todo vão ser 8 músicas e estamos a dar muita atenção a cada detalhe da gravação. Dentro de alguns meses o CD estará em divulgação e espero que todos possam ter o prazer de ouvir as músicas, que estão realmente cheias de detalhes. Estudar o conceito por de trás de cada uma e incorporar o estado de espírito Soulriver em cada acorde tocado, e a cada estrofe pronunciada.

M M: Mensagem final para os fãs e admiradores da rádio e site Metal Morfose?

Andre Rudge: Samba é o c****** [Risos]. No Brasil há heavy metal e vamos levá-lo para Portugal! Um forte abraço e obrigado pela atenção.

Entrevista por: Aldo Beehlerr

Links - Soulriver
http://www.myspace.com/soulrivermetal
http://www.soulriver.cjb.net/
http://www.rollapedra.com/soulrivermetal
http://soulrivermetal.gigafoto.com.br/
http://www1.fotolog.com/andherson_soul

Contato - Soulriver
manager_heavymetalconcert@hotmail.com
andhersoulriver@hotmail.com
andrerudge@yahoo.com.br
francisco_souza86@hotmail.com
alessandraceltic@hotmail.com

1 comentário:

Deo disse...

Parabens ao André pelo que elevem tocando. Sou fã da Soulriver e vou ver eles no Roça n' Roll. Sucesso
E parabens ao site! \,,/