quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

VAGOS OPEN AIR MUDA-SE PARA CORROIOS

Vagos Open Air muda a localização de Vagos para Corroios e confirma os Opeth, Katatonia e Anathema. Segue abaixo o comunicado da promotora do evento:

"2016 marca o início de uma nova vida para o Vagos Open Air, com uma mudança para a área de Lisboa e o desenvolvimento de uma nova identidade.

Surgido no ano de 2009, ao longo de sete edições o festival VAGOS OPEN AIR assentou arraiais na região de Vagos e, de forma inteligente, tratou de afirmar-se como o maior evento dedicado à música pesada em Portugal. Sete anos depois, a organização opera uma mudança estratégica de localização para a área de Lisboa e o desenvolvimento de uma nova identidade, que mantém intacta a vontade de construir cartazes em que a qualidade importa mais que a quantidade. Agora sob o nome VOA e num novo local, ainda mais acessível e com maior oferta de serviços básicos que permitirá um crescimento sustentado em anos vindouros, o evento irá realizar-se na Quinta da Marialva, em Corroios, um local já com fortes ligações à música pesada, nos dias 5 e 6 de Agosto de 2016.

Mantendo a fasquia da qualidade bastante alta como é, de resto, seu apanágio, a organização aproveita também para anunciar que os primeiros nomes confirmados para o VOA 2016 são os suecos OPETH, os ingleses ANATHEMA e os suecos KATATONIA, três nomes de luxo e razões mais que suficientes para ansiarmos todos ainda mais pelo calor que se faz sentir habitualmente no primeiro fim-de-semana de Agosto.

Mikael Åkerfeldt e os seus OPETH passaram as últimas duas décadas e meia a labutar incessantemente - e a crescer, a vários níveis. Pelo caminho transformaram-se num dos nomes mais influentes da sua geração e acumularam um corpo de trabalho que revela, simultaneamente, uma devoção enorme pelo conceito de progressão estética e um fervoroso desejo de busca pela perfeição que, mais tarde ou mais cedo, culminará inevitavelmente na criação de um misticismo especial e na ocupação de um lugar de destaque semelhante ao que "deuses do metal" como os Black Sabbath, Led Zeppelin ou Iron Maiden ocupam hoje. Talvez a uma escala diferente, porque os tempos são obviamente outros, mas com a mesma criatividade e vitalidade. Prova disso é o facto de todos os anos tocarem para milhares de pessoas pelo mundo fora, sendo que atualmente são já um dos nomes mais consensuais no espectro da música pesada. As raízes no doom e no death metal sueco infundido de ocultismo e romantismo a pender para o obscuro são inegáveis e, ouvindo álbuns como «Orchid», «Morningrise» ou «My Arms, Your Hearse», essa abordagem nunca será razão para pedirem desculpa. Foi, no entanto, com a edição de «Still Life» e «Black Waterpark» que começaram a transformar-se no colosso que conhecemos hoje, com uma sequência irrepreensível de registos - «Deliverance», «Damnation», «Ghost Reveries», «Watershed», «Heritage» e «Pale Communion» - que os levou aos píncaros, provando que o inimitável Åkerfeldt, estratega, vocalista, guitarrista e compositor do grupo, sabe exatamente como remodelar o seu veículo artístico sem sacrificar o espírito criativo que o caracteriza desde a formação em 1990.

Ao lado dos Paradise Lost e My Dying Bride, os ANATHEMA completaram a tríade do doom britânico no início dos anos 90, ajudaram a estabelecer os parâmetros para a fusão death/doom e cimentaram-na, por direito próprio, como um subgénero da música extrema. Abraçando o imaginário gótico e cinzentão tipicamente britânico, entre lápides cobertas de musgo, os músicos de Liverpool assinaram, no espaço de quatro anos, algumas das pedras basilares do estilo. «Crestfallen», «Serenades», «Pentecost III» e «The Silent Enigma» estabeleceram a sonoridade, influenciaram toda uma geração e viram o nome da banda inscrito no panteão da música lenta e pesada. Desde «Eternity», em 1995, talvez inspirados pela imensidão de grupos que tentavam recriar o que tinham feito nos primeiros discos, optaram por uma abordagem mais melódica e atmosférica, que deu origem a outros tantos títulos um pouco diferentes mas igualmente incontornáveis e marcantes - «Alternative 4», «Judgement», «A Fine Day To Exit», «A Natural Disaster», «We're Here Because We're Here», «Weather Systems» e «Distant Satellites». Hoje, do doom inicial às paisagens encantadoras dos discos mais recentes, passando pela doce solidão que dominou grande parte dos álbuns que gravaram nos anos que rodearam a viragem de milénio, a banda britânica tem encarado sem qualquer receio ou pudor a missão a que se propôs desde muito cedo na sua carreira - transcender os limites da música como forma de arte.

Os KATATONIA cresceram muito desde que, pelas mãos de Jonas Renkse e Anders Nyström, mostraram o seu black/doom de contornos góticos ao mundo, transformando-se num dos nomes mais fascinantes e únicos surgidos do boom underground do início da década de 90. Evoluíram para tão longe das suas raízes e o que fazem é tão próprio que, atualmente, são já detentores de um estilo próprio, impossível de rotular de forma estanque. Fala-se neles e vêm logo à cabeça os leads melancólicos, carregados de camadas de delay, a parede de guitarras fortes, a secção rítmica muito sólida, o registo embargado de Renkse e os enormes refrões, revelando a sensibilidade melódica irresistível que premeia a sua música. Coisa cada vez mais rara no mundo da música pesada, o coletivo sueco tem também uma capacidade inata para escrever grandes canções. «Teargas», «Criminals», «Ghost Of The Sun», «I Am Nothing», «Deadhouse», «Evidence», «I Break», «For My Demons» - a lista de temas, daqueles que se colam ao córtex cerebral para nunca mais o voltarem a largar, emoções à flor da pele e melancolia latente em todo o seu esplendor, não é difícil de elaborar a partir de um fundo de catálogo sempre em crescendo. Quatro anos e profundas mudanças de formação após o soberbo «Dead End Kings», que mostrou os músicos de Estocolmo ainda mais entregues à melancolia urbana que tem dominado grande parte da sua já longa carreira, 2016 vai marcar por fim um muito aguardado regresso do quinteto aos discos de originais, aos palcos e a Portugal.

Os bilhetes custam 50 euros (passe dois dias) e 35,00 euros (bilhete diário), à venda nos locais habituais. Fã Pack passe + t-shirt oficial do festival à venda a partir de 20 de Janeiro.

Pontos de venda de Bilhetes:
Portugal: Ticketline (1820 - www.ticketline.sapo.pt), CTT (www.ctt.pt).
Espanha: Ticketmaster (www.ticketmaster.es), Masqueticket (www.masqueticket.com).

Links Uteis:
Website: www.voa.rocks

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